Terror da Costa Rica em Lithium: Inmate 39

Não são muitos os jogos que exploram a ideia de criação de armadilhas como grande foco. No entanto, fugir de manicômios abandonados já se tornou padrão aos fãs de terror nos videogames. Lithium: Inmate 39 mistura esses dois conceitos, embalando a coisa toda com visual minimalista e monocromático.

Os controles imprecisos e a falta de polimento devem afastar grande parte das pessoas, mas não aqueles que procuram experiências meio masoquistas, assumidamente toscas mesmo. E vindo diretamente da Costa Rica, ainda por cima? Impossível virar o rosto e por isso mesmo falamos com o criador dessa aventura bizarra, Marlon Cascante.

EGW: Nunca havíamos jogado nada vindo da Costa Rica antes, por isso, gostaríamos que começasse contando sobre você e sobre a cena independente costa-riquenha.
Marlon Cascante: Sou o diretor de Lithium: Inmate 39, fundei o estúdio Canu Arts faz sete anos e tenho trabalhado com advergames por todo esse tempo. Quanto à Costa Rica, é um país pequeno, mas de uns anos pra cá muitas universidades e outras instituições têm trabalhado para oferecer suporte à indústria de jogos. Na minha opinião, tem muita gente talentosa em muitas disciplinas — modelagem 3D, arte conceitual — na Costa Rica. Acredito que, em alguns anos, teremos muitos desenvolvedores e teremos mais e mais a cada ano.

O quão pessoal é Lithium pra você? Há algo de sua vida ali, recriado, revivido?
Lithium é um tributo a jogos de terror clássicos. É um game de plataforma em 3D com quebra-cabeças, inserido no gênero terror. Eu gosto desse tipo de jogo e todas as histórias presentes ali são puramente ficção. Tive que pesquisar muito sobre doenças mentais para escrever o roteiro.

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