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[REVIEW] Splinter Cell: Conviction (iPhone)

Por Rafael Arbulu

Sabe qual é um dos principais objetivos dos desenvolvedores, quando criando um jogo para PlayStation 3? "Usar 100% do console" seria uma resposta óbvia - e correta. A caixa preta da Sony, até agora, ainda não teve a totalidade de seu potencial de processamento e memória utilizada - nem mesmo Uncharted 2: Among Thieves e God of War III conseguiram tal feito. Desnecessário dizer, mostrar a total capacidade do PlayStation 3 tornou-se um sonho para qualquer desenvolvedor. O mesmo deve ser aplicado ao iPhone, tendo em vista que, por mais que centenas de milhares de aplicativos apareçam, os jogos (os mais pesados e, consequentemente, os que mais exigem do aparelho) ainda não conseguiram aproveitar o máximo do "tijolinho" touchscreen da Apple.

Até agora...

Splinter Cell: Conviction iPhone narra a mesma história que vimos no Xbox 360 e no PC: Sam Fisher não mais trabalha para o governo dos Estados Unidos. Após os eventos de Double Agent, o maior dos espiões foi exonerado de seu cargo e passou a viver ao lado da filha Sarah, até que um infeliz "acidente" que, mais tarde, Sam descobre ter sido mais uma "encomenda", tira a vida da criança. Agora, Fisher está sedento por respostas e vingança, não necessariamente nesta mesma ordem.

O visual, lembrando que estamos jogando num iPhone, não poderia nem de longe ter a beleza dos gráficos de Xbox 360/PC. Mas ainda assim não deixa de agradar: não tem aquelas "mãos quadradas" que comumente enxergo na maioria dos jogos - e os serrilhados existem em abundância, naturalmente, mas como boa parte das ambientações do jogo é bem escura, eles são quase imperceptíveis.


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A jogabilidade é onde a coisa começa a doer: Conviction preza pelo progresso furtivo. Em outras palavras, o cara que se esconde atrás de caixas, usa os flancos e procura rotas alternativas geralmente se sai melhor do que o "super soldado que atira em todo mundo sem motivo". Enquanto você está escondido, tudo está lindo: você pode se aproximar de um inimigo desavisado e matá-lo com um só golpe, agarrá-lo para usá-lo como escudo e, dependendo do inimigo em questão, interrogá-lo. Até as estilosas execuções representadas por ícones em formato de alvo estão presentes: quando você mata alguém com estilo, ganha o direito de uso de uma execução - basta o ícone aparecer e o adversário morrerá imediatamente com uma bala bem colocada.

Mas então, lhe acharam atrás da caixa. Maldita lâmpada que denunciou a sua sombra! Os soldados vem em bandos atrás de sua última posição conhecida e, ao determinarem seu posicionamento, começam a atirar, sempre chegando mais e mais perto, até que...hein? Springboard, a tela inicial do iPhone, apareceu do nada. Pois é, a ação foi tão pesada que o aparelho não conseguiu processar todos os tiros, inimigos, movimentos e ícones de comando. Resultado: o jogo trava e o aplicativo encerra. Pior: quando você se dá por conta, sua bateria já era (no meu caso, foram uns dois minutos para que o iPhone esquentasse a níveis alarmantes).

Um lamentável caso de "forçar demais" o aparelho, que leva a uma quebra repentina, malvinda da imersão do jogo. Estava tão bacana executar guardas armados até os dentes que o tempo passou. Ele só voltou mesmo quando o jogo foi obrigatoriamente paralisado. Uma pena, para dizer o mínimo.

Nota: 6,5
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